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sexta-feira, 24 de julho de 2009

MÚSICAS QUE DEVIA TER VERGONHA DE UM DIA TER GOSTADO - PARTE II

O prometido é devido, aqui está a segunda parte das "Músicas que devia ter vergonha de um dia ter gostado".


Não consigo olhar pró gajo!

O álbum chamava-se "Wheels are Turnin", o ano era 1985, e aquele olhar esgazeado, aquela cabeleira farta que se mantêm em pé, miraculosamente, sem ajuda de laca, gel ou de qualquer tipo de armação metálica ou em betão, abriram caminho para a ascensão dos REO Speedwagon aos tops mundiais.
"Can't Fight this Feeling" é anos 80 até à medula (excepto alguns dos membros da banda que parecem saídos de um porno dos anos 70).
O vídeo é uma exploração ad nausea de efeitos de gosto dúbio, que não conseguem contudo apagar a fealdade dos membros da banda, e nem por sonhos, em momento algum, disfarçam o ar de "Psycho Killer choninhas" daquele vocalista.





Quero saber o que é o amor

Não é que a música não mereça ser ouvida do príncipio ao fim, mas aconselho vivamente a acelerarem o vídeo até ao minuto (1.24) em que a Musa inspiradora se baba de uma maneira descontrolada - na mais desastrosa tentativa de erotismo na história dos vídeos musicais.
O resto são os mesmos penteados, o típico sofrimento de vocalista de power ballad, imagens avulsas de Nova Iorque (um raro cosmopolitismo) e ainda um inovador toque étnico de um coro de Gospel. Um sucesso garantido!





O Enigma

Este senhor tinha tudo para ser one-hit wonder, mas a verdade é que também é responsável por esta outra pérola (Não se assustem com a respiração!).
The Riddle é um enigma em si, que mistura belos penteados (não me canso de o referir e não venham cá com história que é inveja por causa da minha calvice)com uma estética sem sentido, que mistura arcaísmos com futurismos datados, tambores e flautas com rato mickey e um Enigma que os produtores de Batman deviam por certo processar.





A chama eterna

Aí está uma músiquinha toda lamechas. Mas em abono da minha pessoa devo dizer que as miúdas eram giras.




O irmão Luís

Quando se fala dos anos 80 os Modern Talking vêm sempre à liça, e Brother Louie é um dos singles mais injustamente esquecido do duo Thomas Anders/Diete Bohlen.
Desta vez não vou destacar maravilhas capilares, prefiro falar do Óscar, ou da multidão entusiasta que vibra com a actuação dos senhores.
Convém notar também que este duo tentava contrastar sempre. Se um era loiro, o outro era moreno. Se um vestia de forma informal com jeans e sapatilhas o outro vinha de fatinho reluzente. Se um apertava a camisa até ao pescoço o outro não apertava sequer um botão. Se um tocava guitarra e orgão o outro nem pandeireta tocava.
And it can go on and on...



to be continued...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MÚSICAS QUE DEVIA TER VERGONHA DE UM DIA TER GOSTADO

Todos nós cometemos erros que mais cedo ou mais tarde, durante o decorrer da vida nos arrependemos. Tanto podem ser penteados desastrosos, como camisolas aos losangos ou aquele triste dia em que festejamos um golo do Benfica. São coisas que acontecem e não temos que nos envergonhar disso.


Ai Ai Ai Ai Ai Ai


Em 1984 as ondas do éter foram inundadas por um "ai ai ai ai" (Que deixou marcas em Portugal) que pôs meio mundo a ganir lamechamente o refrão do sucesso planetário de Jim Diamond "I Should Have Known Better".
Eu não era excepção, além de gostar dos 3 Duques e de assistir com frequência aos programas de Luís Pereira de Sousa, também cantarolava aquele ai ai ai ai ai ai ae pleno pulmões, sentia a dor do rapaz, pois estava convicto que quem tanto gania assim, só podia estar muito magoado, e como tal merecia toda a minha solidariedade...




Agora é que nada nos pára!


Se andasse metido nas drogas, ou a abusar fortemente de Caprissone de Maçã de prazo ultrapassado e provavelmente fermentado, ainda teria uma desculpa para gostar disto... mas lamentavelmente não tenho nenhuma desculpa.





O Amor muda tudo. Não duvides disso!


Um vídeo a preto e branco dava um toque de classe bastante incomum nos coloridos anos 80. Uma morena com umas curvas bem interessantes também devia ajudar. Um cantor com um penteado catita, e que cantava encostado a uma parede com um ar cool, enquanto torcia uma espécie de toalha e dançava com a sua camisola caviada e ainda mostrava os músculos. Um cenário que fazia lembrar uma cidade abandonada do Wild Wild West. Um coro feminino que surgia amiúde a cantar e a dançar. O próprio nome Climie Fisher, parecem ser tudo boas razões para se gostar da música em idos de 88.
Mas eu gostava mesmo era da música...




A evolução nacional


Há quem não goste de dar o braço a torcer e não reconheça que Portugal evoluiu e não foi pouco nos últimos 25 anos.
Percam 3:49 da vossa vida (mas vão perder mesmo, ficam já avisados) e confirmem com os vossos próprios olhos, que entre a Nelly Furtado que Portugal produzia nos 80's e a Promiscuous Girl dos nossos dias, vai todo um mundo de diferença...








Morreu nos braços dela. Ninguém lhe manda pensar com as mãos em vez da cabeça.


"Oh I, I just died in your arms tonight, it must have been something you said" Esta letra sempre se me apresentou como um enigma. O que terá ela dito? Terá sido grave, porque o rapaz não pára de cantar "I should have walked away".
Toda a letra, é um mar de pistas que fariam as delicias do inspector Varatojo ou mesmo do próprio Hercule Poirot.
Certo e sabido, é que o próprio afirma peremptoriamente que: " I follow my hands, not my head, I knew I was wrong."
E quando é o próprio que o diz, não são precisas mais explicações.

Quanto à música? Olha... é mais uma para lista.




Eu preciso te falar (como é que vou explicar isto?)


Last but not least, apresento a música mais azeiteira que alguma vez gostei. Não há nenhuma explicação racional ou lógica para gostar disto. Pior do que isso, não há se quer irracionalidade que o justificasse...





To be continued...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

PROFOUNDLY INLOVE WITH PANDORA...

Como é que com esta tresloucada mania de reviver e recuperar tudo o que havia nos anos 80, se esquecem deste senhor?
Haja decoro! Vão buscar cada resto de digestão mal processada como se fosse o Santo Graal e depois nem se lembram da existência deste diário secreto?
Oh My, Oh My...



The secret diary of Adrian Mole

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

SON OF RAMBOW


Era uma vez um filme que se passa numa pequena comunidade do interior da Grã-Bretanha durante o "reinado" de Margareth Tatcher e que conta a história de dois miúdos tão diferentes como o sol e a lua e que um dia se juntam para gravar um filme.
Tinha tudo para ser uma comédia lamechas, de lágrima no canto do olho e de gargalhada fácil a cada nova casca de banana que aparece no chão, mas não é o caso, e é esse o indiscutível mérito da dupla Garth Jennings - Nick Goldsmith (que para quem não sabe são responsáveis por coisas giras como esta).
Estes senhores, com uma estética irrepreensível (fantásticas sequências animadas a ilustrar os sonhos do protagonista) conduzem-nos à mais improvável sequela de um filme do Rambo, e pelo meio conhecemos um inusitado aluno francês que visita a Inglaterra num programa de intercâmbio; um miúdo que está sempre calado e cabisbaixo, e que não pode ver televisão nem cinema por preceitos religiosos que na sua idade ainda não entende; conhecemos também um cão voador sobre os verdes campos de Inglaterra; e um outro miúdo que é um terror e colecciona castigo atrás de castigo.
É um mergulho na década dos penteados estranhos, do VHS, do Spectrum e da música dos Depeche Mode, Gary Numan, The Cure, Duran Duran, Siouxsie and the Banshees...
É um filme cómico sobre crianças e que agradará as crianças, mas que toca muito mais aqueles que foram crianças nessa década que hoje anda tão em voga.
Repito, é um filme que tem tudo para ser lamechas, mas que nunca chega a ser.
Dito isto.... só resta dizer que é um belo filme!