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segunda-feira, 15 de março de 2010

O PROFESSOR E A HISTÓRIA

Marcelo é o caso paradigmático de quem tinha tudo para ser tudo e que no fim da história acaba por não ser nada.
É sabido que os heróis encontram a história da mesma maneira que a história encontra os seus heróis, mas decididamente Marcelo não quer nada com a história. Mais uma vez o Professor tinha o palco, tinha os apoios, tinha a onda, a vaga de fundo, tinha a expectativa, o olhar do partido e do próprio país, enfim, voltava a ter a história do seu lado:
Rangel desistia , Aguiar Branco voltava para a Invicta e Passos Coelho para a toca, mas não...
Marcelo - que proferiu mais uma vez o melhor discurso do fim-de-semana - abriu alas para Passos Coelho ou Rangel sucederem a Ferreira Leite.

Marcelo que já era professor quando Durão ainda era arruaceiro, Marcelo que já era PSD quando Cavaco ainda andava em Inglaterra, Marcelo que já era líder do Partido quando Santana ainda tinha cabelo comprido, Marcelo que já colava cartazes ao lado de Helena Roseta quando Passos Coelho ainda jogava ao berlinde, Marcelo que já era uma figura destacada no mundo académico antes de Aguiar Branco ser destaco na concelhia do PSD Porto, Marcelo que já era um comentador televisivo veterano antes de Rangel inscrever-se no partido; Marcelo que tinha tudo volta a ter nada, e quanto ao resto? Bem, quanto ao resto o PSD promete ser menos social-democrata...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

MANIFESTO CONTRA O GOVERNO?

Este governo é tão mau, mas tão mau, que até a música que supostamente foi transformada pelo país em manifesto contra Sócrates é uma valente merda (ups! está dito!)

Uma músiquinha de trazer por casa, com as guitarras preguiçosas do costume. Uma voz de rebarbado bem pior que a minha porcaria de voz, e uma letra, que é um poema do mais básico que já ouvi em muito tempo.
Basta pegar em cinco crianças de 9 anos, e fazer um rápido brainstorming de 15 minutos, e prometo que se consegue arrancar-lhes uma letra bem mais acutilante para a governação de Sócrates, e sem a necessidade de usar a palavra "merda" (ups! disse outra vez) do que esta (ah queriam!!!) bosta de música que os xutos nos apresentaram.

terça-feira, 14 de abril de 2009

LARANJAS

Depois de lançar talvez o cartaz mais medonho de história, adiou continuamente o anúncio do seu cabeça de lista às europeias, criando uma expectativa crescente na opinião pública relativamente a quem seria o eleito de MFL para a "luta" com Vital Moreira.
E quem foi a escolha dos sociais-democratas? Nada menos (0 mais para aqui não é chamado) que o seu apagadíssimo líder parlamentar.

O PSD entra derrotado nas eleições e reforça essa ideia com uma escolha tudo menos carismática.

Rangel é um brilhante professor, um ilustre homem do direito, um homem sapiente, culto e inteligente. Tem contudo uma profunda inabilidade política. Rangel parece precisar sempre de se colocar em bicos de pé para ser ouvido melhor no nosso parlamento. Passa a imagem que se esqueceu sempre da página onde estavam os dados que podiam refutar determinada ideia.

Acima de tudo Rangel é aos olhos dos portugueses um perfeito desconhecido, mais um de Lisboa (sendo ele portuense) que quer ir mamar para Bruxelas, como comentava hoje alguém na mesa ao lado do café.

Isto diz tudo sobre a escolha do PSD.