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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

LAPIDAR

«This then, I thought, is the representation of history. It requires a falsification of perspective. We, the survivors, see everything from above, see everything at once, and still we do not know how it was.»

(W. G. Sebald, The Rings of Saturn)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

SEEBALD

Já aqui falei numa outra encarnação de um dos meus autores de eleição: W.G. Seebald (não vos revelo o significado das iniciais que é para isso que serve a wikipedia).
Agora volto a este autor que o mundo injustamente desconhece o quão grande é, porque encontrei aqui e aqui dois belíssimos posts num blogue que é um achado e que vos convido a visitar.

sábado, 17 de maio de 2008

AUSTERLITZ


Desfolhando o livro antes de o ler encontra-se um conjunto de fotografias misteriosas que nos remetem para outro tempo e que a uma primeira observação nos parecem deslocadas da história. Austerlitz é isso mesmo, uma leitura que nos faz sentir essas mesmas deslocações, onde se misturam as referências históricas e a ficção. Falar de Austerlitz e referir as ideias deslocadas, a estranhíssima construção dos parágrafos, o estilo digressivo, é o melhor elogio que podemos dar ao autor. Sebald leva o seu personagem principal (Austerlitz) a percorrer a Europa e as memórias do holocausto, leva-nos a visitar Praga e Theriesenstadt, mostra-nos a diáspora forçada do povo judeu, as vitimas, os sobreviventes, os descendentes. Relembra-nos que em tempos houve uma Europa de campos de concentração e morte. É uma leitura que requer atenção, sensibilidade e gosto pela memória. Só quando se fecha a última página e se sente o que é ser um deslocado, quando a História nos envergonha, é que se percebe todo sentido e o lugar que as misteriosas fotos merecem no coração deste livro.