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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CÂNTIGO NEGRO



O posderoso poema do grande poeta vilacondense na voz inconfundível de Villaret.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O AMOR E A MORTE (CANÇÃO CRUEL)




Corpo de ânsia.
Eu sonhei que te prostrava,
e te enleava
aos meus músculos!

Olhos de êxtase,
eu sonhei que em vós bebia
melancolia
de há séculos!

Boca sôfrega,
rosa brava
eu sonhei que te esfolhava
pétala a pétala!

Seios rígidos,
eu sonhei que vos mordia
até que sentia
vômitos!

Ventre de mármore,
eu sonhei que te sugava,
e esgotava
como a um cálice!

Pernas de estátua,
eu sonhei que vos abria,
na fantasia,
como pórticos!

Corpo de ânsia,
flor de volúpias sem lei!
Não te apagues, sonho! Mata-me
como eu sonhei.



* *


José Régio