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segunda-feira, 6 de junho de 2011

FOLLOW THE RABBIT



“Would you tell me which way I ought to go from here?” asked Alice.

“That depends a good deal on where you want to get,” said the Cat.

“I really don’t care where” replied Alice.

“Then it doesn’t much matter which way you go,” said the Cat.

sexta-feira, 19 de março de 2010

EU CÁ É QUE NÃO PAGO!


Havia uma senhora que queria ser deputada. Havia um partido com vagas por preencher para celebridades nas suas listas de candidatos ao Parlamento. Essa senhora vivia em Paris, o partido achou por bem candidata-la pelo círculo eleitoral de Lisboa, ela não se importou, os lisboetas também não.
Agora sempre que quer ir para casa passar o fim-de-semana a senhora tem de gastar um balúrdio em viagens e coitada, como muito boa gente pode compreender, quer que seja o parlamento a pagar a factura.



P.S.- Dá próxima vez o problema resolve-se facilmente, já que é emigrante, basta que a senhora se candidate pelo circuito da emigração. Porventura será chato ter que assistir a concertos do Tony Carreira no Olympia ou gramar com jogos entre o Lusitanos de Saint Maur e a casa do Benfica de Carcassone.
Bem sei que não é a mesma coisa que ir ver uns Renoir ao D'Orsay ou passear por Saint-Germain-des-Prés, mas faça lá um esforço, pela nação e já agora pelos lisboetas que a elegeram.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O PROFESSOR E A HISTÓRIA

Marcelo é o caso paradigmático de quem tinha tudo para ser tudo e que no fim da história acaba por não ser nada.
É sabido que os heróis encontram a história da mesma maneira que a história encontra os seus heróis, mas decididamente Marcelo não quer nada com a história. Mais uma vez o Professor tinha o palco, tinha os apoios, tinha a onda, a vaga de fundo, tinha a expectativa, o olhar do partido e do próprio país, enfim, voltava a ter a história do seu lado:
Rangel desistia , Aguiar Branco voltava para a Invicta e Passos Coelho para a toca, mas não...
Marcelo - que proferiu mais uma vez o melhor discurso do fim-de-semana - abriu alas para Passos Coelho ou Rangel sucederem a Ferreira Leite.

Marcelo que já era professor quando Durão ainda era arruaceiro, Marcelo que já era PSD quando Cavaco ainda andava em Inglaterra, Marcelo que já era líder do Partido quando Santana ainda tinha cabelo comprido, Marcelo que já colava cartazes ao lado de Helena Roseta quando Passos Coelho ainda jogava ao berlinde, Marcelo que já era uma figura destacada no mundo académico antes de Aguiar Branco ser destaco na concelhia do PSD Porto, Marcelo que já era um comentador televisivo veterano antes de Rangel inscrever-se no partido; Marcelo que tinha tudo volta a ter nada, e quanto ao resto? Bem, quanto ao resto o PSD promete ser menos social-democrata...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

O IMPÉRIO CONTRA ATACA

Ainda não aderi ao acordo ortográfico e tão cedo não acharei que é óptimo escrever húmido sem "agá" por entre outras inovações deste quilate.
Continuarei a escrever como aprendi porque já será tarde para reaprender a escrever - dizem que burro velho não aprende...
Não sou contra a ideia de simplificação que está inerente no acordo, mas tenho em muito boa conta a etimologia da minha língua, para deixar cair uns "cês", "pês" ou "agás" mudos que sempre dão um ar catita à mesma.
Irei continuar a pronunciar o 'c' em pacto, em facto, tal como irei continuar a dizer rapto.
E um pato, um fato e um rato irão continuar a ser para mim o que sempre foram.
Mas eu sou um gajo que não percebe nada da língua que usa e menos ainda de linguística. Sou um leigo, daqueles bem leigos, whatever that means...

Sinto que ressalvando os conhecedores da língua, donde se destaca logo à partida Vasco Graça Moura, a maioria dos opositores do acordo (e basta ir ao facebook para ver que não são assim tão poucos) é contra apenas e tão só por nacionalismo bacoco.
Há um principio de superioridade portuguesa sobre todos os outros falantes da língua que me repugna (e não escrevi repugna-me, exactamente para irritar suas senhorias).
A língua não é um património nosso. Não fomos nós que a inventamos, foram os nossos antepassados que também são em larga maioria os antepassados dos brasileiros.
Não gosto da ideia da minha língua ser um campo de lide de xenofobias idiotas e gosto ainda menos da ideia de um neo-colonialismo línguistico.
Salazar está morto e enterrado (Getúlio Vargas também), Fernando Pessoa que sempre se recusou a escrever Farmácia sem o seu tão amado Ph continua a dizer tanto a nós como diz a um Goense ou a um Cabo Verdiano, e tem no Brasil o país do mundo com o maior número de pessoanos.

Olhemos para esta situação com outros olhos: conhecem alguma ex-metrópole imperial que adapte a sua ortografia à ortografia de uma ex-colónia do Império? Os ingleses jamais e o Brasil deles é bem maior que o nosso; os Espanhóis até se sentem mal com sotaques dentro da Península quanto mais cederem algo aos argentinos e mexicanos. Quanto aos franceses suponho que preferiam deitar a Torre Eiffel abaixo antes de mudarem um acento que seja na sua língua por causa do Senegal.

Seremos nós os primeiros e por certo não os últimos, o Império algum dia iria morder-nos a mão, estava na cara...

Resta-nos a consolação de que não é para qualquer um e de que é preciso tê-los bem no sítio, para assumir assim perante o mundo, que não somos os maiores dentro da comunidade que fala a nossa língua.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LUSOBRASILEIRICES - MATRAQUILHOS VERSUS PIMBOLIM

Dunga diz que Portugal é o Brasil B, Queirós responde que o jogo será entre Portugal B e o Brasil C,D ou E; portugueses e brasileiros, ou zucas e tugas conforme as modas desatam a trocar ameaças pouco desportivas em tudo o que fórum ou site na Internet.

Maitê Proença mostra que afinal as anedotas sobre loiras até fazem sentido e cospe nos Jerónimos, os portugueses ficam piores que perus maus e Aqui D'El Rey que a pátria corre perigo e toca a falar que os brasileiros são isto e os brasileiros são aquilo...

Alto e pára o baile! Então quando o humor é a humilhar os norte-americanos ou o Cazaquistão a coisa até tem piada, mas quando a piada é Portugal já não é assim uma coisa com tanta graça?
Então a terrinha não pode ser gozada, mesmo quando mal gozada? E a burra é a Maitê Proença?

Quem me dera que a Maitê Proença queira ir tomar um café comigo quando vier cá à terrinha, e quem me dera que a gente ganhe 3-1 ao Brasil no mundial com golos de Deco, Liedson e Pepe e já agora que o golo deles seja um autogolo do CR9 que por estes dias já é mais castelhano que o Paco Fortes.
Amigos, amigos, negócios à parte...

A verdade é que quem dera a Portugal ser um quinto do país que o Brasil é. Venha quem vier, doa a quem doer. Eles são mais de meio continente, caminham a passos largos para serem 200 milhões, organizam mundiais e olimpíadas, têm diamantes, petróleo, ouro, o maior pulmão do planeta e as maiores reservas de água doce de todo o mundo.
São a 5ª maior economia , têm um Presidente que até o Obama admira, praias fantásticas, um clima abençoado, comida boa, jogam à bola como mais ninguém e têm uma fonte inesgotável de mulheres lindas...

Resta-nos a consolação de que no fim das contas o Brasil há-de ser sempre um imenso Portugal.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ANDOU À RODA A TALUDA

Brasil, Costa do Marfim, Coreia do Norte.
Espero enganar-me, mas voltamos para casa mais cedo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

POLITIQUICES

No Watergate à portuguesa quem se lixa é o mexilhão.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

RIO HOMEM



Rio Homem, Gerês, Maio 2007

sexta-feira, 24 de abril de 2009

UN PERRO IBERICO, POR SUPUESTO...

Há muitos anos ouvi contar uma história, que nunca pude confirmar se era verdade ou não, sobre a maneira como os espanhóis lidam com os sucessos e os insucessos de Portugal:

Conta a história, que em 1987 quando o FC Porto foi Campeão Europeu, os jornais espanhóis apresentavam parangonas que louvavam a vitória ibérica, mas passado um ano a derrota do Benfica na final da mesmíssima competição já foi considerada uma derrota portuguesa.

Sempre brinquei com esta história, sem saber bem se era verdade ou era mentira, esta história dos espanhóis serem uma cambada de invejosos que se tentavam colar aos nossos tão raros feitos.

Mas na semana passada - quando eu andava meio parvo com a alegria idiota que os portugueses sentiam por haver um cão americano, nascido nos states, criado e doado por uma familia americana a uma outra familia americana - surgiu esta bela notícia que veio comprovar que afinal a inveja espanhola além de não ser um mito, é ainda bem mais grave (e já agora idiota) do que eu pensava...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

GEORGE WASHINGTON TAMBÉM TINHA UM PRIMEIRO CÂO


Não era só um (eram onze), não vivia na Casa Branca (não existia), mas Sweetlips que vemos aqui com o primeiro Presidente americano (George Washington) foi para todos efeitos o antecessor do cão d'água português de Obama - que enche de orgulho este triste mas contudo hilariante país onde vivemos - no papel de Primeiro Cão dos Estados Unidos da América.

segunda-feira, 30 de março de 2009

POUCA TERRA, POUCA TERRA

Quem leu o público hoje pode confirmar num pequeno mapa o quanto a Refer tem cortado na rede ferroviária nacional desde os anos 90.
Olha para o Minho e vê que já encerraram umas linhas. Espreita o Alto Minho e lá está mais uma linha que já foi devidamente encerrada.

Vamos descendo os olhos pelo mapa e vemos que os cortes acontecem sobretudo no Norte profundo e no Alentejo igualmente profundo. Será a toa que são as duas regiões mais pobres do país?
Mas se olharmos para o centro do país deparamos com o caso de Viseu que é uma verdadeira vergonha... Sabiam que estamos a falar da maior cidade da Europa Ocidental sem acesso ferroviário?
Mas à Beira Alta não lhe tiraram só o acesso a Viseu, fecharam a linha do Vouga e a ligação entre a Covilhã e a Guarda, não vão os beirões começarem a andar por aí de comboio, digo eu.

Continuando a olhar o mapa, nota-se que o Algarve também não escapa aos cortes. Ali bem pertinho de Espanha a Refer também resolveu poupar uns trocos.
E o Alentejo? Será que ao menos nos comboios não há desertificação? Não sejamos crentes, é óbvio que há e não é pouca. E já agora experimentem chegar de comboio a Évora e depois vejam o que o vosso traseiro tem a dizer sobre a viagem...

Passemos para a Beira Litoral onde existem cidades cheias de gente como Coimbra, Aveiro, Figueira da Foz. Será que aqui também chegou a tesoura ou alicate, ou lá que coisa estes senhores usam para desactivarem as linhas?
Sim, Coimbra levou um cortezinho, da Figueira é melhor não falar e ai de que alguém em Aveiro que queira falar da linha do Vouga que a ligava a Viseu.

Bem... já que a terceira cidade do país sofreu cortes vamos avançar para o Porto, porque com a gente do Norte é que eles não se metem...
Mas tu queres ver que também fecharam linhas no Grande Porto?
Oooops, pelos vistos sim. E é que nem foi uma, nem duas, mas sim três.
Em verdade deve se dizer que uma das linhas passou a Metro (como aconteceu também em Mirandela e irá acontecer em Coimbra), mas isso lá é desculpa se desactivarem linhas atrás de linhas?

Resta-nos espreitar Lisboa, deixa cá ver o mapa...
Mas... Não me digam que não cortaram nada? O meu mapa deve estar errado porque aqui parece-me que na Grande Lisboa nem um metro de linha foi desactivado.

Isto não faz sentido, se Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, há melhor maneira de atravessar essa mesma paisagem do que num lento e fumegante pouca-terra pouca-terra?


P.S.- Omiti deliberadamente Trás-os-Montes e Alto Douro, porque este texto pretende brincar um pouco com a situação, mas os cidadãos dessa região do país que pagam os mesmos impostos que eu e tu, além de não terem auto-estradas e de lhes andarem a tirar hospitais, ainda levam com o maior número de cortes nas linhas ferróviarias do país, e como tal não devem achar muita piada ao meu sentido de humor.

segunda-feira, 16 de março de 2009

GERÊS


Aldeia de São Miguel, Gerês

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

MACACOS ME MORDAM

Li no Expresso que depois dos telemóveis, são agora os dentes os protagonistas do ensino em Portugal.