domingo, 25 de janeiro de 2009

BANDA SONORA NOCTURNA


For the Roses - dEUS

O REI SOL


A estátua de Filipe IV (III de Portugal) na Plaza Mayor, Madrid- Agosto 2007

LAPIDAR

"O homem sensato adapta-se ao mundo; o insensato persiste em tentar adaptar o mundo a si mesmo. O sucesso depende do homem insensato."

George Bernard Shaw

sábado, 24 de janeiro de 2009

DIZEM QUE SIM

E no dia 18 de Julho chegam finalmente os Killers a Portugal para actuar no Restelo.
A última vez que fui ver um concerto ao Restelo tinha acabado de acontecer isto.

Se calhar não era nada mal pensado comprar uns bilhetes...

UMA DESCOBERTA RECENTE




Après le bain

Adolphe William Bouguereau

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E QUE TAL OUVIR OS SONS DO SUDÃO?


Jamil Al-Sourah: The Beautiful Face - Abdel Gadir Salim

Abdel Gadir Salim - Jamil Al-Sourah (The Beautiful Face)

O LIVRO DOS AMANTES II

Harmonioso vulto que em mim se dilui.
Tu és o poema
e és a origem donde ele flui.
Intuito de ter. Intuito de amor
não compreendido.
Fica assim amor. Fica assim intuito.
Prometido.


* *


Natália Correia

VINCE NOIR

Acordei assim...

SON OF RAMBOW


Era uma vez um filme que se passa numa pequena comunidade do interior da Grã-Bretanha durante o "reinado" de Margareth Tatcher e que conta a história de dois miúdos tão diferentes como o sol e a lua e que um dia se juntam para gravar um filme.
Tinha tudo para ser uma comédia lamechas, de lágrima no canto do olho e de gargalhada fácil a cada nova casca de banana que aparece no chão, mas não é o caso, e é esse o indiscutível mérito da dupla Garth Jennings - Nick Goldsmith (que para quem não sabe são responsáveis por coisas giras como esta).
Estes senhores, com uma estética irrepreensível (fantásticas sequências animadas a ilustrar os sonhos do protagonista) conduzem-nos à mais improvável sequela de um filme do Rambo, e pelo meio conhecemos um inusitado aluno francês que visita a Inglaterra num programa de intercâmbio; um miúdo que está sempre calado e cabisbaixo, e que não pode ver televisão nem cinema por preceitos religiosos que na sua idade ainda não entende; conhecemos também um cão voador sobre os verdes campos de Inglaterra; e um outro miúdo que é um terror e colecciona castigo atrás de castigo.
É um mergulho na década dos penteados estranhos, do VHS, do Spectrum e da música dos Depeche Mode, Gary Numan, The Cure, Duran Duran, Siouxsie and the Banshees...
É um filme cómico sobre crianças e que agradará as crianças, mas que toca muito mais aqueles que foram crianças nessa década que hoje anda tão em voga.
Repito, é um filme que tem tudo para ser lamechas, mas que nunca chega a ser.
Dito isto.... só resta dizer que é um belo filme!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

UM POUCO DE TURNER


Fishermen at sea
William Turner

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O TRIUNFO DOS PORCOS




"Era agora evidente o que sucedera aos rostos dos porcos. Os animais diante da janela olhavam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos, e novamente dos porcos para os homens: mas era já impossível distingui-los uns dos outros."

FELIZ 1909!




































Era assim o mundo há 100 anos atrás.
Feliz Ano Novo!

domingo, 14 de dezembro de 2008

XERXES

A minha primeira paixão, muito antes da erudição



Largo da Ópera Serse de Handel.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CARANGUEJOLA



- Ah, que me metam entre cobertores,
E não me façam mais nada...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!

Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira -
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.

Não, não estou para mais - não quero mesmo brinquedos.
Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer de mim com este enleios e medos?
Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar...

Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor -
Plo menos era o sossego completo... História! Era a melhor das vidas...

Se me doem os pés e não sei andar direito,
Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
- Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...

De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom edrédon, bom fogo -
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...

Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.
Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. Co'a breca! Levem-me prà enfermaria! -
Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará.

Justo. Um quarto de hospital, higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível - por causa da legenda...
Daqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda -
E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...

Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora, no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras:
Nada a fazer, minha rica. O menino dorme.
Tudo o mais acabou.


Mário de Sá-Carneiro

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ALEXANDERPLATZ




Berlim - Alexanderplatz, será que Fassbinder ainda te reconhece?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

WELLS vs VERNE



Os dois nomes maiores da ficção científica tinham visões bem diferenciadas do que seria o futuro.
Verne era um apaixonado pela ciência, crente num futuro grandioso para a humanidade assente na glória da máquina; Wells era o oposto, vislumbrava o fim da humanidade submetida à ditadura da ciência, imaginava o homem asfixiado pelas mãos da máquina.

O que terá levado Verne e Wells a entenderem a evolução da ciência de formas tão distintas?
Não será despiciente lembrar que enquanto o primeiro cresceu e viveu numa França capital cultural do mundo que vivia um dos períodos mais profícuos da história da arte europeia, mas que ao mesmo tempo se atrasava a passos largos da pujante e industrializada Grã-Bretanha; já o segundo, filho da moral vitoriana, conhecedor do sofrimento da classe operária num mundo industrializado, ciente inclusive dos perigos ambientais que o progresso acarreta, viveu desde sempre rodeado de máquinas, de vapor, de carvão...

Verne sonhava com as roldanas inglesas, muito provavelmente suspirava de tristeza ao ver uma carroça arrastar-se lentamente pelos verdes campos de França...
Wells olhava das janelas de sua casa o fumo que lhe cobria o céu, tremia enquanto caminhava à sombra das enormes chaminés de tijolo...

Verne levou o homem à Lua, deu a volta ao mundo em 80 dias, criou o Nautilus, viajou até ao centro da terra.
Wells trouxe os marcianos até nós, descobriu a máquina do tempo, lançou bombas atómicas sobre Londres.

Verne e Wells nunca se conheceram, que interessante seria se um dia se tivessem sentado na mesma mesa a discutir o presente a projectar o futuro.
Nunca saberemos o que diriam, mas tenho para comigo que enquanto Wells pediria um copo de Bordéus, Verne seria menino para beber um Earl Grey.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O LÁPIS AZUL DO YOUTUBE

O que é arte na Islândia é pornografia nos Estados Unidos?


DOLCE FARE NIENTE

Back in Business!

De férias já terminadas, com os jogos olímpicos vistos, de volta ao trabalho, ainda sem ter deixado de fumar... Ao menos o Sporting vai na frente.

Basicamente isto é um : Voltei, sabe-se lá até quando.