Um domingo no The National Mall (Maio 2009)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
TRUE LOVE WAITS
Radiohead - True Love Waits (2003)
And true love waits
In haunted attics
And true love wins
On lollipops and crisps
domingo, 27 de setembro de 2009
SERÁ A ASFIXIA DEMOCRÁTICA?
Hoje, dia 27 de Setembro de 2009, desde manhã que um helicóptero ronda os céus em redor de minha casa...
SUGESTÃO DOMINICAL...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
GOOGLE MATCH
Hoje trago três figuras de destaque no nosso país para este campo de liça que é o Google Match. E eis os resultados, tal e qual se apresentam neste dia 23 de Setembro do ano da Graça de 2009:
Jorge Jesus: 6.000.000
Jorge Gabriel: 14.700.000
Macaco Adriano: 112.000
É de notar que apesar de ser-se benfiquista ser uma clara vantagem no que toca à popularidade neste país - vide as capas diárias do jornal A Bola - Jesus perde para Gabriel por mais de 8.000.000 de entradas.
Não deixa de ser surpreendente que os seis milhões só consigam gerar seis mil milhões de referências no Google, enquanto o apresentador da inenarrável e inefável Praça da Alegria - que está no top 5 dos programas mais pruriginosos da nossa televisão há mais de uma década - rebenta com a escala de popularidade e espeta oito a JJ. Digamos que desta vez Jesus foi o Azenha da história; se bem que se nos lembrarmos que foi Gabriel a aparecer de noite a Maria, talvez seja fácil de perceber esta vitória fácil do entertainer lusitano que nem precisou de recorrer à preciosa ajuda da curvilínea Sónia.
Por último convém mencionar a decepcionante prestação de Macaco Adriano. 112.000 entradas é um número de respeito para um símio, mas houve tempos em que este gorila hiper-excitado que se encontrava alegremente detido numa jaula e rodeado de mulheres semi-nuas disputava taco-a-taco, o ranking da popularidade com o também ele pruriginoso, João Baião.
Mas esses tempos passaram e o pobre primata é agora um ilustre desconhecido, remetido para as gavetas de memórias que se consomem mais rápido que um fogo-fátuo...
Resta-lhe a consolação de nem todos se terem esquecido dele.
Jorge Jesus: 6.000.000
Jorge Gabriel: 14.700.000
Macaco Adriano: 112.000
É de notar que apesar de ser-se benfiquista ser uma clara vantagem no que toca à popularidade neste país - vide as capas diárias do jornal A Bola - Jesus perde para Gabriel por mais de 8.000.000 de entradas.
Não deixa de ser surpreendente que os seis milhões só consigam gerar seis mil milhões de referências no Google, enquanto o apresentador da inenarrável e inefável Praça da Alegria - que está no top 5 dos programas mais pruriginosos da nossa televisão há mais de uma década - rebenta com a escala de popularidade e espeta oito a JJ. Digamos que desta vez Jesus foi o Azenha da história; se bem que se nos lembrarmos que foi Gabriel a aparecer de noite a Maria, talvez seja fácil de perceber esta vitória fácil do entertainer lusitano que nem precisou de recorrer à preciosa ajuda da curvilínea Sónia.
Por último convém mencionar a decepcionante prestação de Macaco Adriano. 112.000 entradas é um número de respeito para um símio, mas houve tempos em que este gorila hiper-excitado que se encontrava alegremente detido numa jaula e rodeado de mulheres semi-nuas disputava taco-a-taco, o ranking da popularidade com o também ele pruriginoso, João Baião.
Mas esses tempos passaram e o pobre primata é agora um ilustre desconhecido, remetido para as gavetas de memórias que se consomem mais rápido que um fogo-fátuo...
Resta-lhe a consolação de nem todos se terem esquecido dele.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
COCINAR

Gosto muito de Almodóvar, gosto muito da Penélope, gosto muito de culinária e gastronomia.
E é partindo destes pressupostos que vos faço uma pergunta:
Digam-me se há quem lave pratos, descasque batatas, corte tomates e seja tão belo e resplandecente enquanto o faz, como a Penélope quando é filmada por Almodóvar?
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Penélope Cruz
domingo, 20 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
LA BELLA ITALIA
COME TOGETHER
Pelos vistos vou andar armado em John, Paul, George e até Ringo. A encomenda está a chegar!
NOCTURNO
Frederic Chopin - Nocturne Op.9 No.2
Arthur Rubinstein (1965)
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Música Clássica
PASSAMOS PELAS COISAS SEM AS VER
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
* *
Eugénio de Andrade
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
REVOLUÇÃO 9
The Beatles - Revolution #9 (1968)
No dia dos noves (09-09-09) - que foi escolhido pela EMI e a Apple Records como sendo o "The Beatles Day" - quando pela primeira vez é lançada em formato digital toda a obra dos quatro de Liverpool, nada melhor que ouvir a música do nove que John Lennon nos legou.
Mais de 40 anos passados continua a ser incompreendida. Será um bluff? Uma obra muito à frente do seu tempo? Um sonho onírico de Lennon? Ou será tudo menos uma música?
Faites vos jeux...
LARA


Sempre acreditei que David Lean filmou os olhos de Julie Christie como Boris Pasternak imaginou o olhar de Lara.
Talvez seja um crente por acreditar nestas coisas que não existem, talvez seja um idealista que gosta da ideia de um olhar escrito pelas mãos de um homem possa ser reproduzido fielmente através dos olhos de uma mulher que foram filmados por um outro homem.
Pior do que isso, acredito piamente que o olhar de Lara não pertence a Christie, que ele só existe na película de filme, e ela nunca mais voltou a olhar assim como podem comprovar pelos vossos próprios olhos.
Seja como for, a verdade é que o azul daqueles olhos viciou para sempre a imagem que tenho dos olhos de cada Lara que fui conhecendo ao longo da vida.
É como se em todas elas - não foram assim tantas - houvesse um pouco de Pasternak.
Ok. Nesta nem eu acredito...
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
LISBOA
Digo:
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver
* *
Sophia de Mello Breyner Andresen
* *
Sophia de Mello Breyner Andresen
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
SE NUMA NOITE DE INVERNO
"Às vezes penso na matéria para o livro a escrever como coisa que já existe: pensamentos já pensados, diálogos já pronunciados, histórias já acontecidas, lugares e ambientes já vistos; o livro não devia ser senão o equivalente do mundo não escrito traduzido em escrita. Mas outras vezes julgo compreender que entre o livro a escrever e as coisas que já existem só pode haver uma espécie de complementaridade: o livro devia ser a parte escrita do mundo não escrito; a sua matéria devia ser o que não existe nem poderá existir senão quando for escrito, mas cujo vazio o que existe sente obscuramente na sua imperfeição."
Italo Calvino in Se Numa Noite de Inverno Um Viajante
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
I NEVER KISS AND TELL
Stone Temple Pilots - Bing Bang Baby (1996)
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
* *
Fernando Pessoa
sexta-feira, 31 de julho de 2009
ATTACK, ATTACK, ATTACK: GOAL!!

Sir Robert William Robson
(18 de Feveiro de 1933 - 31 de Julho de 2009)
Nos lugares comuns que "enxameiam" o futebolês em Portugal, há a ideia de dizer que tal pessoa é um gentleman. E se houve gentleman no futebol nacional foi Bobby Robson, que espalhou fair-play e tratou com elevação todos os adversários. Venceu quatro cancros, foi campeão e ganhou a Taça em Portugal pelo FC Porto e na Holanda pelo PSV, ganhou também a FA Cup, ganhou a Taça do Rei, a Taça UEFA com o Ipswich, a Taça das Taças com o Barcelona. Levou a Inglaterra pela 2ª e última vez até hoje a uma meia-final de um campeonato do mundo - para perder nos penaltis com a selecção alemã. No mundial anterior tinha perdido nos quartos de final às mãos de Maradona e do seu golo com a mão, que Robson nunca perdoou.
Treinou entre outros Romário, Figo, Ronaldo, Kostadinov, Balakov, Gascoigne, Lineker, Shearer, Baía, Beardsley, Shilton, Paulo Sousa, Chris Waddle... além de ter lançado José Mourinho como adjunto.
Na sua longa história, foi a demissão de treinador do Sporting (quando liderava o campeonato!) a mancha do seu currículo.
Nunca antes, nunca depois, Robson foi despedido de algum clube. O Sporting entrou na história pessoal deste campeão como o seu maior injusticeiro e ele nunca compreendeu o porquê dessa injustiça.
Curiosamente, os sportinguistas sempre adoraram Robson e sempre sentiram uma enorme mágoa em vê-lo partir. Foi talvez um dos maiores erros da história leonina.
Se o arrependimento matasse...
Mas o que mata é o cancro, e Robson não venceu este quinto combate. Se uma biografia conta que um homem venceu quatro cancros terminais, não precisamos dizer mais nada sobre a força, a coragem e a capacidade de vitória desse homem.
Robson foi um campeão, um champion na melhor tradição dos cavalaria britânica, que viu a Rainha Isabel II reconhece-lo com o título de Knight Bachelor em 2002 por serviços prestados ao Futebol e ao Reino Unido.
Polido, culto, inteligente. Um treinador que aprimorou o verbo atacar. Queria sempre que as suas equipas marcassem sempre mais um golo, era assim Bobby Five'O, ( alcunha que ganhou pelo estranho hábito que as suas equipas tinham de ganhar por 5-0 ) um homem que deixou um legado, um herói que deixa-me hoje genuinamente entristecido.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
VERDE
Já que o Sporting nem ao Twente ganha, aqui fica algo verde que há-de vencer sempre:
VERDES SÃO OS CAMPOS
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
* *
Luís Vaz de Camões
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
* *
Luís Vaz de Camões
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PAPA-OOM-MOW-MOW
The Trashmen - Surfin' Bird (1963)
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terça-feira, 28 de julho de 2009
A FALA ENTRE PARÊNTESIS
Das florestas de Blake aos topos da Ásia
quem, da confusão entre chão e carne
com seu púbis, seu discurso e chamas,
QUEM DEFENDE TEU ROSTO DESTE SUDÁRIO INFERNAL?
Teu nome é Não em cio e som farpados
sinuoso grafito gravado no muro
mudo, contra o tempo
Arfa noturno, o olho do astro na memória
Este é o meu céu: numa bandeira turva
Incendeia seus últimos signos
Te insinua às sombras (que estão nos antros
e subsistem ao gráfico parêntesis:
Flechas ferindo-se no espelho. Reflexos
Dança indefinida
* *
Max Martins
quem, da confusão entre chão e carne
com seu púbis, seu discurso e chamas,
QUEM DEFENDE TEU ROSTO DESTE SUDÁRIO INFERNAL?
Teu nome é Não em cio e som farpados
sinuoso grafito gravado no muro
mudo, contra o tempo
Arfa noturno, o olho do astro na memória
Este é o meu céu: numa bandeira turva
Incendeia seus últimos signos
Te insinua às sombras (que estão nos antros
e subsistem ao gráfico parêntesis:
Flechas ferindo-se no espelho. Reflexos
Dança indefinida
* *
Max Martins
sexta-feira, 24 de julho de 2009
MÚSICAS QUE DEVIA TER VERGONHA DE UM DIA TER GOSTADO - PARTE II
O prometido é devido, aqui está a segunda parte das "Músicas que devia ter vergonha de um dia ter gostado".
Não consigo olhar pró gajo!
O álbum chamava-se "Wheels are Turnin", o ano era 1985, e aquele olhar esgazeado, aquela cabeleira farta que se mantêm em pé, miraculosamente, sem ajuda de laca, gel ou de qualquer tipo de armação metálica ou em betão, abriram caminho para a ascensão dos REO Speedwagon aos tops mundiais.
"Can't Fight this Feeling" é anos 80 até à medula (excepto alguns dos membros da banda que parecem saídos de um porno dos anos 70).
O vídeo é uma exploração ad nausea de efeitos de gosto dúbio, que não conseguem contudo apagar a fealdade dos membros da banda, e nem por sonhos, em momento algum, disfarçam o ar de "Psycho Killer choninhas" daquele vocalista.
Quero saber o que é o amor
Não é que a música não mereça ser ouvida do príncipio ao fim, mas aconselho vivamente a acelerarem o vídeo até ao minuto (1.24) em que a Musa inspiradora se baba de uma maneira descontrolada - na mais desastrosa tentativa de erotismo na história dos vídeos musicais.
O resto são os mesmos penteados, o típico sofrimento de vocalista de power ballad, imagens avulsas de Nova Iorque (um raro cosmopolitismo) e ainda um inovador toque étnico de um coro de Gospel. Um sucesso garantido!
O Enigma
Este senhor tinha tudo para ser one-hit wonder, mas a verdade é que também é responsável por esta outra pérola (Não se assustem com a respiração!).
The Riddle é um enigma em si, que mistura belos penteados (não me canso de o referir e não venham cá com história que é inveja por causa da minha calvice)com uma estética sem sentido, que mistura arcaísmos com futurismos datados, tambores e flautas com rato mickey e um Enigma que os produtores de Batman deviam por certo processar.
A chama eterna
Aí está uma músiquinha toda lamechas. Mas em abono da minha pessoa devo dizer que as miúdas eram giras.
O irmão Luís
Quando se fala dos anos 80 os Modern Talking vêm sempre à liça, e Brother Louie é um dos singles mais injustamente esquecido do duo Thomas Anders/Diete Bohlen.
Desta vez não vou destacar maravilhas capilares, prefiro falar do Óscar, ou da multidão entusiasta que vibra com a actuação dos senhores.
Convém notar também que este duo tentava contrastar sempre. Se um era loiro, o outro era moreno. Se um vestia de forma informal com jeans e sapatilhas o outro vinha de fatinho reluzente. Se um apertava a camisa até ao pescoço o outro não apertava sequer um botão. Se um tocava guitarra e orgão o outro nem pandeireta tocava.
And it can go on and on...
to be continued...
Não consigo olhar pró gajo!
O álbum chamava-se "Wheels are Turnin", o ano era 1985, e aquele olhar esgazeado, aquela cabeleira farta que se mantêm em pé, miraculosamente, sem ajuda de laca, gel ou de qualquer tipo de armação metálica ou em betão, abriram caminho para a ascensão dos REO Speedwagon aos tops mundiais.
"Can't Fight this Feeling" é anos 80 até à medula (excepto alguns dos membros da banda que parecem saídos de um porno dos anos 70).
O vídeo é uma exploração ad nausea de efeitos de gosto dúbio, que não conseguem contudo apagar a fealdade dos membros da banda, e nem por sonhos, em momento algum, disfarçam o ar de "Psycho Killer choninhas" daquele vocalista.
Quero saber o que é o amor
Não é que a música não mereça ser ouvida do príncipio ao fim, mas aconselho vivamente a acelerarem o vídeo até ao minuto (1.24) em que a Musa inspiradora se baba de uma maneira descontrolada - na mais desastrosa tentativa de erotismo na história dos vídeos musicais.
O resto são os mesmos penteados, o típico sofrimento de vocalista de power ballad, imagens avulsas de Nova Iorque (um raro cosmopolitismo) e ainda um inovador toque étnico de um coro de Gospel. Um sucesso garantido!
O Enigma
Este senhor tinha tudo para ser one-hit wonder, mas a verdade é que também é responsável por esta outra pérola (Não se assustem com a respiração!).
The Riddle é um enigma em si, que mistura belos penteados (não me canso de o referir e não venham cá com história que é inveja por causa da minha calvice)com uma estética sem sentido, que mistura arcaísmos com futurismos datados, tambores e flautas com rato mickey e um Enigma que os produtores de Batman deviam por certo processar.
A chama eterna
Aí está uma músiquinha toda lamechas. Mas em abono da minha pessoa devo dizer que as miúdas eram giras.
O irmão Luís
Quando se fala dos anos 80 os Modern Talking vêm sempre à liça, e Brother Louie é um dos singles mais injustamente esquecido do duo Thomas Anders/Diete Bohlen.
Desta vez não vou destacar maravilhas capilares, prefiro falar do Óscar, ou da multidão entusiasta que vibra com a actuação dos senhores.
Convém notar também que este duo tentava contrastar sempre. Se um era loiro, o outro era moreno. Se um vestia de forma informal com jeans e sapatilhas o outro vinha de fatinho reluzente. Se um apertava a camisa até ao pescoço o outro não apertava sequer um botão. Se um tocava guitarra e orgão o outro nem pandeireta tocava.
And it can go on and on...
to be continued...
terça-feira, 30 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
LA TERRE EST BLEUE
La terre est bleue comme une orange
Jamais une erreur les mots ne mentent pas
Ils ne vous donnent plus à chanter
Au tour des baisers de s'entendre
Les fous et les amours
Elle sa bouche d'alliance
Tous les secrets tous les sourires
Et quels vêtements d'indulgence
À la croire toute nue.
Les guêpes fleurissent vert
L'aube se passe autour du cou
Un collier de fenêtres
Des ailes couvrent les feuilles
Tu as toutes les joies solaires
Tout le soleil sur la terre
Sur les chemins de ta beauté.
Jamais une erreur les mots ne mentent pas
Ils ne vous donnent plus à chanter
Au tour des baisers de s'entendre
Les fous et les amours
Elle sa bouche d'alliance
Tous les secrets tous les sourires
Et quels vêtements d'indulgence
À la croire toute nue.
Les guêpes fleurissent vert
L'aube se passe autour du cou
Un collier de fenêtres
Des ailes couvrent les feuilles
Tu as toutes les joies solaires
Tout le soleil sur la terre
Sur les chemins de ta beauté.
* *
Paul Éluard
sexta-feira, 19 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
DESMAYARSE, ATREVERSE
Desmayarse, atreverse, estar furioso,
áspero, tierno, liberal, esquivo,
alentado, mortal, difunto, vivo,
leal, traidor, cobarde y animoso;
no hallar fuera del bien centro y reposo,
mostrarse alegre, triste, humilde, altivo,
enojado, valiente, fugitivo,
satisfecho ofendido receloso;
huir el rostro al claro desengaño,
beber veneno por licor suave,
olvidar el provecho, amar el daño;
creer que el cielo en un infierno cabe,
dar la vida y el alma a un desengaño,
esto es amor: quien lo probó lo sabe.
* *
Lope de Vega
quinta-feira, 21 de maio de 2009
STOP ALL THE CLOCKS
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
* *
W.H. Auden
sexta-feira, 15 de maio de 2009
MÚSICAS QUE DEVIA TER VERGONHA DE UM DIA TER GOSTADO
Todos nós cometemos erros que mais cedo ou mais tarde, durante o decorrer da vida nos arrependemos. Tanto podem ser penteados desastrosos, como camisolas aos losangos ou aquele triste dia em que festejamos um golo do Benfica. São coisas que acontecem e não temos que nos envergonhar disso.
Ai Ai Ai Ai Ai Ai
Em 1984 as ondas do éter foram inundadas por um "ai ai ai ai" (Que deixou marcas em Portugal) que pôs meio mundo a ganir lamechamente o refrão do sucesso planetário de Jim Diamond "I Should Have Known Better".
Eu não era excepção, além de gostar dos 3 Duques e de assistir com frequência aos programas de Luís Pereira de Sousa, também cantarolava aquele ai ai ai ai ai ai ae pleno pulmões, sentia a dor do rapaz, pois estava convicto que quem tanto gania assim, só podia estar muito magoado, e como tal merecia toda a minha solidariedade...
Agora é que nada nos pára!
Se andasse metido nas drogas, ou a abusar fortemente de Caprissone de Maçã de prazo ultrapassado e provavelmente fermentado, ainda teria uma desculpa para gostar disto... mas lamentavelmente não tenho nenhuma desculpa.
O Amor muda tudo. Não duvides disso!
Um vídeo a preto e branco dava um toque de classe bastante incomum nos coloridos anos 80. Uma morena com umas curvas bem interessantes também devia ajudar. Um cantor com um penteado catita, e que cantava encostado a uma parede com um ar cool, enquanto torcia uma espécie de toalha e dançava com a sua camisola caviada e ainda mostrava os músculos. Um cenário que fazia lembrar uma cidade abandonada do Wild Wild West. Um coro feminino que surgia amiúde a cantar e a dançar. O próprio nome Climie Fisher, parecem ser tudo boas razões para se gostar da música em idos de 88.
Mas eu gostava mesmo era da música...
A evolução nacional
Há quem não goste de dar o braço a torcer e não reconheça que Portugal evoluiu e não foi pouco nos últimos 25 anos.
Percam 3:49 da vossa vida (mas vão perder mesmo, ficam já avisados) e confirmem com os vossos próprios olhos, que entre a Nelly Furtado que Portugal produzia nos 80's e a Promiscuous Girl dos nossos dias, vai todo um mundo de diferença...
Morreu nos braços dela. Ninguém lhe manda pensar com as mãos em vez da cabeça.
"Oh I, I just died in your arms tonight, it must have been something you said" Esta letra sempre se me apresentou como um enigma. O que terá ela dito? Terá sido grave, porque o rapaz não pára de cantar "I should have walked away".
Toda a letra, é um mar de pistas que fariam as delicias do inspector Varatojo ou mesmo do próprio Hercule Poirot.
Certo e sabido, é que o próprio afirma peremptoriamente que: " I follow my hands, not my head, I knew I was wrong."
E quando é o próprio que o diz, não são precisas mais explicações.
Quanto à música? Olha... é mais uma para lista.
Eu preciso te falar (como é que vou explicar isto?)
Last but not least, apresento a música mais azeiteira que alguma vez gostei. Não há nenhuma explicação racional ou lógica para gostar disto. Pior do que isso, não há se quer irracionalidade que o justificasse...
To be continued...
Ai Ai Ai Ai Ai Ai
Em 1984 as ondas do éter foram inundadas por um "ai ai ai ai" (Que deixou marcas em Portugal) que pôs meio mundo a ganir lamechamente o refrão do sucesso planetário de Jim Diamond "I Should Have Known Better".
Eu não era excepção, além de gostar dos 3 Duques e de assistir com frequência aos programas de Luís Pereira de Sousa, também cantarolava aquele ai ai ai ai ai ai ae pleno pulmões, sentia a dor do rapaz, pois estava convicto que quem tanto gania assim, só podia estar muito magoado, e como tal merecia toda a minha solidariedade...
Agora é que nada nos pára!
Se andasse metido nas drogas, ou a abusar fortemente de Caprissone de Maçã de prazo ultrapassado e provavelmente fermentado, ainda teria uma desculpa para gostar disto... mas lamentavelmente não tenho nenhuma desculpa.
O Amor muda tudo. Não duvides disso!
Um vídeo a preto e branco dava um toque de classe bastante incomum nos coloridos anos 80. Uma morena com umas curvas bem interessantes também devia ajudar. Um cantor com um penteado catita, e que cantava encostado a uma parede com um ar cool, enquanto torcia uma espécie de toalha e dançava com a sua camisola caviada e ainda mostrava os músculos. Um cenário que fazia lembrar uma cidade abandonada do Wild Wild West. Um coro feminino que surgia amiúde a cantar e a dançar. O próprio nome Climie Fisher, parecem ser tudo boas razões para se gostar da música em idos de 88.
Mas eu gostava mesmo era da música...
A evolução nacional
Há quem não goste de dar o braço a torcer e não reconheça que Portugal evoluiu e não foi pouco nos últimos 25 anos.
Percam 3:49 da vossa vida (mas vão perder mesmo, ficam já avisados) e confirmem com os vossos próprios olhos, que entre a Nelly Furtado que Portugal produzia nos 80's e a Promiscuous Girl dos nossos dias, vai todo um mundo de diferença...
Morreu nos braços dela. Ninguém lhe manda pensar com as mãos em vez da cabeça.
"Oh I, I just died in your arms tonight, it must have been something you said" Esta letra sempre se me apresentou como um enigma. O que terá ela dito? Terá sido grave, porque o rapaz não pára de cantar "I should have walked away".
Toda a letra, é um mar de pistas que fariam as delicias do inspector Varatojo ou mesmo do próprio Hercule Poirot.
Certo e sabido, é que o próprio afirma peremptoriamente que: " I follow my hands, not my head, I knew I was wrong."
E quando é o próprio que o diz, não são precisas mais explicações.
Quanto à música? Olha... é mais uma para lista.
Eu preciso te falar (como é que vou explicar isto?)
Last but not least, apresento a música mais azeiteira que alguma vez gostei. Não há nenhuma explicação racional ou lógica para gostar disto. Pior do que isso, não há se quer irracionalidade que o justificasse...
To be continued...
quinta-feira, 14 de maio de 2009
DE PROFUNDIS

Durante estes dias de ausência voltei a ler o De Profundis de Oscar Wilde. Tal e qual como quando o li pela primeira vez algures entre 1999 e 2000 continua a tocar-me com a sua tristeza e melancolia.
Dez anos depois continuo a acha-lo profundamente triste na forma como Wilde demonstra a descrença que naquele momento sentia pelo mundo e a sociedade que o rodeava.
É contudo uma tristeza serena, sem sombra de contestação. Há como que uma aceitação de um desingnio que emana das palavras do autor.
mas apesar de toda esta melaconlia e tristeza, o De Profundis não deixa de ser um manifesto onde Wilde em momento algum hesita em demonstrar o amor que tem pela vida e por aqueles que tanto ama ou amou, inclusive fazendo questão de lembrar que a felicidade existe, que ele já a viveu, e que pode ainda voltar a vive-la.
No De Profundis não há a maravilhosa literatura de Wilde dos contos e das peças, não há mais do que alguns lampejos do brilhante escritor que aqui se despe de toda a sua pomposidade para assumir uma sinceridade comovente, que transforma esta carta de amor no escrito mais intimo que se conhece do autor irlandês.
É nesta carta cheia de saudade, de arrependimento, de culpa, onde o autor não tenta esconder a sua fraqueza e o seu sofrimento, que Wilde deixa o seu charme literário de lado - mas não a sua intelectualidade e cultura literária- e limpa o seu discurso de qualquer máscara.
É uma carta de amor, e se bem que Pessoa nos tenha alertado sobre o tema, aqui Wilde não quer encantar, não quer ser alvo de pena, por certo não esperava que tantos algum dia lessem, e acima de tudo, em momento algum, escreve de forma ridícula.
É uma carta de amor, repito. Um desabafo sincero (maravilhoso!), onde um homem genial confessa de que mais do que estar cansado do mundo, está irremediavelmente cansado de esperar que o mundo possa ser o que ele gostaria que fosse.
"Suffering is one very long moment. We cannot divide it by seasons. We can only record its moods, and chronicle their return. With us time itself does not progress. It revolves. It seems to circle round one centre of pain. The paralysing immobility of a life every circumstance of which is regulated after an unchangeable pattern, so that we eat and drink and lie down and pray, or kneel at least for prayer, according to the inflexible laws of an iron formula: this immobile quality, that makes each dreadful day in the very minutest detail like its brother, seems to communicate itself to those external forces the very essence of whose existence is ceaseless change. Of seed-time or harvest, of the reapers bending over the corn, or the grape gatherers threading through the vines, of the grass in the orchard made white with broken blossoms or strewn with fallen fruit: of these we know nothing and can know nothing."
Oscar Wilde in "De Profundis"
A RUSH AND A PUSH AND THE LAND IS OURS
The Smiths - A Rush and a Push and the land is ours (1987)
Underrated é o adjectivo perfeito na língua inglesa para definir esta perola dos The Smith.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
OS NOSSOS DIAS

Estes são os dias do Barcelona, da magia em Madrid, da pior arbitragem da história da Liga dos Campeões dias depois. Estes são os dias em que o mundo se apaixona por uma equipa ao ponto de lhe perdoar vitórias só possíveis pela benevolência do apito.
Imagino o que diria o mundo se o Barcelona fosse eliminado e tivessem ficado por assinalar 4 grandes penalidades a seu favor...
Foi justiça divina? Foi justiça cósmica? Foi Futebol?
Visca el Barça, e o Senhor Abramovich que meta as mesmas rolhas que serviram aos de Madrid.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
WE ARE THE PEOPLE
Empire Of The Sun - We are the people (2009)
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
SÊ PACIENTE
Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
* *
Eugénio de Andrade
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
* *
Eugénio de Andrade
domingo, 3 de maio de 2009
MÃES
No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e se possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.
* *
Herberto Helder
sexta-feira, 1 de maio de 2009
PROFOUNDLY INLOVE WITH PANDORA...
Como é que com esta tresloucada mania de reviver e recuperar tudo o que havia nos anos 80, se esquecem deste senhor?
Haja decoro! Vão buscar cada resto de digestão mal processada como se fosse o Santo Graal e depois nem se lembram da existência deste diário secreto?
Oh My, Oh My...
The secret diary of Adrian Mole
Haja decoro! Vão buscar cada resto de digestão mal processada como se fosse o Santo Graal e depois nem se lembram da existência deste diário secreto?
Oh My, Oh My...
The secret diary of Adrian Mole
quinta-feira, 30 de abril de 2009
LE PETIT PRINCE

Disclaimer: Quem gostou de ler "O Principezinho" por favor não passe deste parágrafo.
O aviso está feito, obrigado.
Quando era miúdo li o Principezinho e além de não ter compreendido muito bem o alcance da história, achei que era um livro assim meio chato, desinteressante, se bem que nesses tempos por certo não adjectivasse as coisas desta forma.
Os anos passaram e à minha volta acumulavam-se os elogios à obra de Saint-Exupéry, o que eu não compreendia muito bem, mas que ia relevando, tendo em conta que tinha lido o livro em tenra idade e que na altura nem sequer o tinha entendido lá muito bem.
Em 2007, por motivos profissionais passei a lidar diariamente com literatura infantil, e a história do pequeno príncipe revelou-se para minha surpresa ser um verdadeiro best-seller imune a qualquer crise ou a passagem do tempo.
Intrigado com tanta alusão ao livro, além de tantos exemplos de manifesta devoção pelo seu conteúdo que diariamente ia conhecendo, resolvi ir reler a obra, convencido que estava, que o meu desinteresse pela Majestade da literatura infantil se devia a um misto de má-vontade com um desconhecimento que só se pode condenar em alguém que se acha versado em termos literários.
...
Li o livro e só me apetecia bater com ele na cabeça. Como é que voltei a perder tempo com aquela chachada?
Os primeiros instintos por norma estão certos. Um dia hei-de teorizar aqui sobre essa matéria, defendendo que a alta percentagem de decisões correctas que se tomam por instinto é talvez uma das mais importantes armas que a evolução legou não só a nossa como as outras espécies.
Aos 8/9 anos equipado que estava com esse instinto certeiro, era óbvio que já tinha o discernimento necessário para saber que o principezito comparado com outros livros que já lera até então era uma valente seca, como além do mais, já tinha solidificado suficientemente o bom gosto para poder considerar a história do principezinho como sendo absurda e profundamente idiota, não obstante ainda me deliciar com desenhos animados de gosto duvidoso como a Candy Candy.
Hoje, passados todos estes anos, e uma segunda leitura, não tenho muito mais a acrescentar.
Apenas gostaria de apresentar um pedido desculpa ao Charles Darwin por ter tentado contrariar o meu instinto primário, e um enorme, gigantesco pedido de desculpas ao Pedro que tinha 8/9 por não ter levado a sério o que ele tinha dito, e por ter posto em causa o seu discernimento.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
INJUSTIÇAS DIVINAS
EXPULSÃO DOS DEMÓNIOS
CREPUSCULAR
Há no ambiente um murmúrio de queixume,
De desejos de amor, d'ais comprimidos...
Uma ternura esparsa de balidos,
Sente-se esmorecer como um perfume.
As madressilvas murcham nos silvados
E o aroma que exalam pelo espaço,
Tem delíquios de gozo e de cansaço,
Nervosos, femininos, delicados.
Sentem-se espasmos, agonias d'ave,
Inapreensíveis, mínimas, serenas...
--- Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas,
O meu olhar no teu olhar suave.
As tuas mãos tão brancas d'anemia...
Os teus olhos tão meigos de tristeza...
--- É este enlanguescer da natureza,
Este vago sofrer do fim do dia.
* *
Camilo Pessanha
ZOOROPA
Esta foi a música que deu nome ao último albúm dos u2: Zooropa.
Há quem diga que eles continuaram e gravaram mais coisas, mas não acreditem nisso.
Obviamente que foram raptados por extra-terrestres e prontamente substituídos por uns look-alikes que vacilam indecisos entre fazer rockalhadas à Offspring ou melodias a la Ronan Kittin...
terça-feira, 28 de abril de 2009
É A GRIPE, ESTÚPIDO!
Até ao momento em que escrevo este post já faleceram em todo o mundo desde o aparecimento da pandemia 107 pessoas com a so called gripe suína (outros chamam de mexicana).
O mundo entrou em alvoroço, havendo já quem faça comparações com a gripe espanhola de 1918...
Entretanto a Organização Mundial de Saúde informou recentemente que DIARIAMENTE morrem por todo o mundo cerca de 5500 CRIANÇAS com diarreia.
Mas tal facto não é alarmista e pelos vistos também não é catastrofista. Não chama a atenção de ninguém.
Provavelmente porque sempre foi assim, e porque sempre assim será...
O mundo entrou em alvoroço, havendo já quem faça comparações com a gripe espanhola de 1918...
Entretanto a Organização Mundial de Saúde informou recentemente que DIARIAMENTE morrem por todo o mundo cerca de 5500 CRIANÇAS com diarreia.
Mas tal facto não é alarmista e pelos vistos também não é catastrofista. Não chama a atenção de ninguém.
Provavelmente porque sempre foi assim, e porque sempre assim será...
HERÓIS DESENHADOS
Roger Ramjet and his Eagles, fighting for our freedom.
Fly through and in outer space, not to join him but to beat him.
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SALOMÉ
Insónia roxa. A luz a virgular-se em medo,
Luz morta de luar, mais Alma do que lua...
Ela dança, ela range. A carne, álcool de nua,
Alastra-se para mim num espasmo de segredo...
Tudo é capricho ao seu redor, em sombras fátuas...
O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou...
Tenho frio... Alabastro! A minha´alma parou...
E o seu corpo resvala a projectar estátuas...
Ela chama-me em Íris. Nimba-se a perder-me,
Golfa-me os seios nus, ecoa-me em quebranto...
Timbres, elmos, punhais... A doida quer morrer-me:
Mordoura-se a chorar - há sexos no seu pranto...
Ergo-me em som, oscilo, e parto, e vou arder-me
Na boca imperial que humanizou um Santo...
* *
Mário de Sá-Carneiro
segunda-feira, 27 de abril de 2009
LAPIDAR
"O mundo é regido por personagens muito diferentes do que é imaginado por aqueles que não estão nos bastidores."
Benjamin Disraeli
Benjamin Disraeli
HERÓIS DESENHADOS
This is 29 Acacier Road. And this is Eric - the schoolboy who leads an exciting ...
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SEMÂNTICA ELECTRÓNICA
Ordeno ao ordenador que me ordene o ordenado
Ordeno ao ordenador que me ordenhe o ordenhado
Ordinalmente
Ordenadamente
Ordeiramente.
Mas o desordeiro
Quebrou o ordenador
E eu já não dou ordens
coordenadas
Seja a quem for.
Então resolvo tomar ordens
Menores, maiores,
E sou ordenado,
Enfim --- o ordenado
Que tentei ordenhar ao ordenador quebrado.
--- Mas --- diz-me a ordenança ---
Você não pode ordenhar uma máquina:
Uma máquina é que pode ordenhar uma vaca.
De mais a mais, você agora é padre,
E fica mal a um padre ordenhar, mesmo uma ovelha
Velhaca, mesmo uma ovelha velha,
Quanto mais uma vaca!
Pois uma máquina é vicária (você é vigário?):
Vaca (em vacância) à vaca.
São ordens...
Eu então, ordinalmente ordeiro, ordenado, ordenhado,
Às ordens da ordenança em ordem unida e dispersa
(Para acabar a conversa
Como aprendi na Infantaria),
Ordenhado chorei meu triste fado.
Mas tristeza ordenhada é nata de alegria:
E chorei leite condensado,
Leite em pó, leite céptico asséptico,
Oh, milagre ordinal de um mundo cibernético!
* *
Vitorino Nemésio
domingo, 26 de abril de 2009
TROVA DO VENTO QUE PASSA
Adriano Correia de Oliveira - Trova do vento que passa
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
HOJE ACORDEI ASSIM
Carlos Gardel - Por una cabeza (1927)
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UN PERRO IBERICO, POR SUPUESTO...
Há muitos anos ouvi contar uma história, que nunca pude confirmar se era verdade ou não, sobre a maneira como os espanhóis lidam com os sucessos e os insucessos de Portugal:
Conta a história, que em 1987 quando o FC Porto foi Campeão Europeu, os jornais espanhóis apresentavam parangonas que louvavam a vitória ibérica, mas passado um ano a derrota do Benfica na final da mesmíssima competição já foi considerada uma derrota portuguesa.
Sempre brinquei com esta história, sem saber bem se era verdade ou era mentira, esta história dos espanhóis serem uma cambada de invejosos que se tentavam colar aos nossos tão raros feitos.
Mas na semana passada - quando eu andava meio parvo com a alegria idiota que os portugueses sentiam por haver um cão americano, nascido nos states, criado e doado por uma familia americana a uma outra familia americana - surgiu esta bela notícia que veio comprovar que afinal a inveja espanhola além de não ser um mito, é ainda bem mais grave (e já agora idiota) do que eu pensava...
Conta a história, que em 1987 quando o FC Porto foi Campeão Europeu, os jornais espanhóis apresentavam parangonas que louvavam a vitória ibérica, mas passado um ano a derrota do Benfica na final da mesmíssima competição já foi considerada uma derrota portuguesa.
Sempre brinquei com esta história, sem saber bem se era verdade ou era mentira, esta história dos espanhóis serem uma cambada de invejosos que se tentavam colar aos nossos tão raros feitos.
Mas na semana passada - quando eu andava meio parvo com a alegria idiota que os portugueses sentiam por haver um cão americano, nascido nos states, criado e doado por uma familia americana a uma outra familia americana - surgiu esta bela notícia que veio comprovar que afinal a inveja espanhola além de não ser um mito, é ainda bem mais grave (e já agora idiota) do que eu pensava...
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
A HISTÓRIA QUE CONTAM AS FOTOS

A história é uma fotografia a preto e branco de um soldado, que retira da parede o quadro de um ditador, que mesmo depois de morto ainda representava o regime.
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AS PESSOAS SENSÍVEIS
Por estes dias não vai faltar blogue que relembre o belo poema que Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu sobre o 25 de Abril.
Como tenho a mania de ser diferente, e como não gosto de ir com a corrente do rio, deixo aqui outro belo poema da poetisa que escrevia poemas transparentes como as águas do mar.
Como tenho a mania de ser diferente, e como não gosto de ir com a corrente do rio, deixo aqui outro belo poema da poetisa que escrevia poemas transparentes como as águas do mar.
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
* *
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Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, 22 de abril de 2009
SOMA DESCARTES COM RIMBAUD E DIVIDE POR TI
1. Eu sou, logo existo.
2. Eu sou um outro.
3. Eu continuo a ser mesmo quando não existo.
4. Logo eu sou mesmo que não o seja.
2. Eu sou um outro.
3. Eu continuo a ser mesmo quando não existo.
4. Logo eu sou mesmo que não o seja.
terça-feira, 21 de abril de 2009
1,95€?
"De Battre mon Coeur s'est Arrêté - De Tanto Bater o meu Coração Parou " de Jacques Audiard
Sábado sai com o público por apenas mais 1,95€.
Depois, não digam que eu não vos avisei.
PARAÍSO
Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
* *
David Mourão Ferreira
para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
* *
David Mourão Ferreira
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
MANIFESTO CONTRA O GOVERNO?
Este governo é tão mau, mas tão mau, que até a música que supostamente foi transformada pelo país em manifesto contra Sócrates é uma valente merda (ups! está dito!)
Uma músiquinha de trazer por casa, com as guitarras preguiçosas do costume. Uma voz de rebarbado bem pior que a minha porcaria de voz, e uma letra, que é um poema do mais básico que já ouvi em muito tempo.
Basta pegar em cinco crianças de 9 anos, e fazer um rápido brainstorming de 15 minutos, e prometo que se consegue arrancar-lhes uma letra bem mais acutilante para a governação de Sócrates, e sem a necessidade de usar a palavra "merda" (ups! disse outra vez) do que esta (ah queriam!!!) bosta de música que os xutos nos apresentaram.
Uma músiquinha de trazer por casa, com as guitarras preguiçosas do costume. Uma voz de rebarbado bem pior que a minha porcaria de voz, e uma letra, que é um poema do mais básico que já ouvi em muito tempo.
Basta pegar em cinco crianças de 9 anos, e fazer um rápido brainstorming de 15 minutos, e prometo que se consegue arrancar-lhes uma letra bem mais acutilante para a governação de Sócrates, e sem a necessidade de usar a palavra "merda" (ups! disse outra vez) do que esta (ah queriam!!!) bosta de música que os xutos nos apresentaram.
SAD PROFESSOR
Dear readers, my apologies.
I'm drifting in and out of sleep.
Long silence presents the tragedies
Of love. Not the age. Get afraid.
The surface hazy with attendant thoughts.
A lazy eye metaphor on the rock.
I'm drifting in and out of sleep.
Long silence presents the tragedies
Of love. Not the age. Get afraid.
The surface hazy with attendant thoughts.
A lazy eye metaphor on the rock.
Sempre considerei o Michael Stipe um poeta que escreve como os grandes, e que ainda para mais, como se isso não bastasse, canta como os melhores.
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R.E.M.,
Video
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
MÚSICA AQUÁTICA
250 anos depois do dia da sua morte, volto a apresentar Handel, desta vez com a sua gloriosa Water Music.
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LARANJAS
Depois de lançar talvez o cartaz mais medonho de história, adiou continuamente o anúncio do seu cabeça de lista às europeias, criando uma expectativa crescente na opinião pública relativamente a quem seria o eleito de MFL para a "luta" com Vital Moreira.
E quem foi a escolha dos sociais-democratas? Nada menos (0 mais para aqui não é chamado) que o seu apagadíssimo líder parlamentar.
O PSD entra derrotado nas eleições e reforça essa ideia com uma escolha tudo menos carismática.
Rangel é um brilhante professor, um ilustre homem do direito, um homem sapiente, culto e inteligente. Tem contudo uma profunda inabilidade política. Rangel parece precisar sempre de se colocar em bicos de pé para ser ouvido melhor no nosso parlamento. Passa a imagem que se esqueceu sempre da página onde estavam os dados que podiam refutar determinada ideia.
Acima de tudo Rangel é aos olhos dos portugueses um perfeito desconhecido, mais um de Lisboa (sendo ele portuense) que quer ir mamar para Bruxelas, como comentava hoje alguém na mesa ao lado do café.
Isto diz tudo sobre a escolha do PSD.
E quem foi a escolha dos sociais-democratas? Nada menos (0 mais para aqui não é chamado) que o seu apagadíssimo líder parlamentar.
O PSD entra derrotado nas eleições e reforça essa ideia com uma escolha tudo menos carismática.
Rangel é um brilhante professor, um ilustre homem do direito, um homem sapiente, culto e inteligente. Tem contudo uma profunda inabilidade política. Rangel parece precisar sempre de se colocar em bicos de pé para ser ouvido melhor no nosso parlamento. Passa a imagem que se esqueceu sempre da página onde estavam os dados que podiam refutar determinada ideia.
Acima de tudo Rangel é aos olhos dos portugueses um perfeito desconhecido, mais um de Lisboa (sendo ele portuense) que quer ir mamar para Bruxelas, como comentava hoje alguém na mesa ao lado do café.
Isto diz tudo sobre a escolha do PSD.
O AMOR E A MORTE (CANÇÃO CRUEL)
Corpo de ânsia.
Eu sonhei que te prostrava,
e te enleava
aos meus músculos!
Olhos de êxtase,
eu sonhei que em vós bebia
melancolia
de há séculos!
Boca sôfrega,
rosa brava
eu sonhei que te esfolhava
pétala a pétala!
Seios rígidos,
eu sonhei que vos mordia
até que sentia
vômitos!
Ventre de mármore,
eu sonhei que te sugava,
e esgotava
como a um cálice!
Pernas de estátua,
eu sonhei que vos abria,
na fantasia,
como pórticos!
Corpo de ânsia,
flor de volúpias sem lei!
Não te apagues, sonho! Mata-me
como eu sonhei.
* *
José Régio
segunda-feira, 13 de abril de 2009
ABRIL
April is the cruellest month, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.
Foi assim que T.S. Eliot descreveu Abril no seu majestoso "The Waste Land". É com este verso que começa um dos poemas maiores da língua inglesa, obra-prima do século XX, criada por esse poeta que nasceu americano para vir a morrer inglês.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
VIAGEM PELA MINHA ESTANTE - TAKE FOUR
Continua a viagem por mais uma aparente zona de poesia. Pouco tenho a destacar além de um maço de poesia maldita e de um relógio sem pilha que se encontram na vizinhança duma ou doutra antologia, e na companhia de mais alguns dos nomes maiores da minha estante: Camões, Auden, Neruda, Herberto, Sá-Carneiro, Pessoa...
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